ÁGUA: DONA DA VIDA




Segunda-feira, Junho 09, 2008




Notícias com apreensões de animais silvestres tem se tornado frequentes.
Esta é de hoje. Do O GLOBO






Domingo, Junho 08, 2008



Pesquisa mostra que boa parte dos brasileiros conhece os problemas ambientais, mas não faz nada para ajudar a acabar com eles. A maioria não muda o modo de vida para melhorar o meio ambiente.




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Quarta-feira, Maio 28, 2008



Viva a Mata 2008

Marquise do Ibirapuera
30/05 a 01/06



Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA





Quinta-feira, Maio 15, 2008



Marina atribui saída a estagnação e nega divergência com Mangabeira no PAS


GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A ex-ministra Marina Silva justificou hoje a sua saída do Ministério do Meio Ambiente com o argumento de que as políticas ambientais precisavam de "renovação" com a chegada de um novo ministro. Foi a primeira vez, desde que entregou o cargo na terça-feira, que Marina falou publicamente sobre o caso.

Marina negou que tenha decidido deixar a pasta após a indicação do ministro Mangabeira Unger (Secretário Especial de Assuntos Estratégicos) para chefiar o PAS (Programa de Amazônia Sustentável). Ela negou ainda que tenha sido consultada sobre a ida dele para a coordenação do PAS.

"Não posso dizer que o meu gesto é em função do doutor Mangabeira. Não é uma questão de pessoa, mas que você vai vendo um processo e percebe quando começa a ter estagnação. E na estagnação, devemos criar um novo processo com novos acordos e um novo ministro", disse.

Marina disse acreditar que o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, dará contiuidade às políticas implantadas durante a sua gestão. "A escolha do Minc qualifica o processo. Às vezes você acumula conquistas que precisam ser consolidadas. É preciso que se movimente o processo. É melhor o filho vivo no colo do outro do que jazindo no seu próprio colo", enfatizou.

A ex-ministra defendeu que parte das políticas implantadas no Ministério do Meio Ambiente não tenha "retrocesso", especialmente no que diz respeito ao combate ao desmatamento e à criação de unidades de conservação ambiental.

Ela admitiu que sua decisão de deixar o governo foi "difícil", mas disse estar tranqüila uma vez que sua saída vai "fortalecer o processo da agenda ambiental do país".

Marina rebateu as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que muitas vezes não tinha "isenção" na condução das políticas ambientais. "Se ser isento é a capacidade de mediar o seu ponto de vista, eu me considero uma pessoa isenta. Mas eu tenho um ponto de vista", enfatizou.

Fonte: Folha Online - Clique aqui e leia outras notícias relacionadas

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Transversalidade e discurso político
por Liliana Peixinho


A saída da Ministra Marina Silva, após cinco anos de resistência corajosa no Governo Lula, demonstra sapiência na estratégia política de sair fortalecida em seu compromisso com o meio ambiente, e um alerta ao governo sobre a incoerência entre o discurso e a prática de ações transversais para a construção da sustentabilidade. E, mais, como o governo pode se enfraquecer diante da comunidade internacional que financia projetos para contrapartidas de responsabilidade sócio-ambiental. A falta de entendimento entre ministérios para prioridades da política econômico-social pode ser representada por Dilma Russef, que mais tem sido destacada por Lula para lhe substituir. Ela é a dicotomia entre o discurso de sustentabilidade repetido, de forma vazia, pelo presidente, nos palanques, e a luta, resistente e humilde, na tentativa, fracassada, da Ministra Marina, para a preservação da megabiodiversidade brasileira. E, a Amazônia, é apenas um destaque nessa riqueza.

O pedido de demissão da ministra do meio ambiente mostra o desperdício do esforço de quem tentou e não conseguiu colocar em pauta, as estruturas necessárias para não fazer do Brasil a Opep do biodiesel, ou um dos maiores emissores de gases causadores do efeito estufa, em função de desmatamentos, queimadas, ou ainda estar no rol de países desenvolvidos sem entender a diferença entre ser superavitário na balança comercial, via exportação de grãos de monocultura, e a necessidade de matar a fome do povo, não através de Bolsa Família, mas com incentivos para a diversificação da agricultura, em larga e pequena escala, e reforma agrária inclusiva, familiar. Os mega plantadores de soja, cana- de- açúcar e criadores de gado, não podem se queixar.

Um país que não investe em políticas de saúde preventiva, e sim na liberação de recursos emergências, via decreto, para tentar frear epidemias de dengue, febre-amarela, e outras, por falta de falta de saneamento, causa indignação a quem sabe das conseqüências ao povo. Apesar de se alfabetizar depois dos 15 anos de idade, Marina aprendeu, rapidamente, teorias acadêmicas revolucionárias na construção de novos paradigmas, com o da sustentabilidade cidadã. Com Chico Mendes vivenciou a luta de comunidades e populações tradicionais, como índios e ribeirinhos.

O acerto e o ganho político que teve o presidente Lula, em seu primeiro mandato, ao convidar a então senadora Marina Silva – sempre muito bem votada nos pleitos parlamentares que concorreu - para ocupar uma pasta transversal, como a do meio ambiente, ele não terá, agora, independentemente do domínio técnico-político do substituto. O desafio, agora será o desgaste que o governo sofrerá com uma saída tão estrategicamente pensada como foi a da ministra Marina Silva. Orgulhosamente ela pareceu não se incomodar em dizer “Eu mesma fui chamada, o tempo todo, a ministra dos bagres”. Já que o presidente Luis Inácio Lula, também Silva, como a ministra, parece ainda não entender o significado de pequenos gestos - como cuidar da preservação de bagres, ou não jogar, como ele o fez, papel de bombom no chão,- diante da complexidade caprichosa do Planeta Terra, do Universo.

Liliana Peixinho – Jornalista, ativista ambiental – Fundadora do Movimento Independente AMA – Amigos do Meio Ambiente






Sapos Amazônicos
por Eliane Cantanhede


Lula se disse surpreso com a decisão de Marina Silva de abandonar o barco e o governo. Como sempre, disse que não viu nada, não sabia de nada, nem que a ministra do Meio Ambiente estava cansada de engolir um sapo amazônico atrás do outro. O pedido de demissão era só questão de tempo. Foi agora.

Até que Marina resistiu bem. Digamos que bem mais do que se supunha já desde o início do primeiro mandato, quando ficou claro que o PT -- como, de resto, o PSDB e os grandes partidos -- é extremamente urbano e acha esse negócio de desenvolvimento sustentável uma chatice. Coisa para inglês ver. E, claro, para moldar a aura do partido politicamente correto.

Marina é uma cabocla que cresceu descalça, foi alfabetizada já mocinha, fez faculdade de história na marra e enveredou pela política no grupo do ambientalista Chico Mendes, no Acre. Magrinha e frágil, sofre com a contaminação de mercúrio.

Com essa história de vida, foi uma das figuras mais, senão a mais, aplaudida na posse de Lula em primeiro de janeiro de 2003. Mas já era, ali, o que foi durante todos os cinco anos e pouco de governo: mais um símbolo do que uma ministra no poder.

Marina perdeu, uma atrás da outra, as batalhas dos transgênicos, do licenciamento ambiental para a transposição do Rio São Francisco, do avanço das hidrelétricas na Amazônia e da decisão política de tocar a usina nuclear de Angra 3 adiante, até amargar o aumento do desmatamento.

Perdeu para Palocci, para Gushiken, para Furlan, para Stephanes, para Dilma. Por fim, perdeu o PAS (Plano da Amazônia Sustentável) para o ministro do tudo e do nada, Roberto Mangabeira Unger, que cuida da Amazônia, das leis trabalhistas, de compra de aviões com a França, de negócios de satélites com os russos...

Entre o PAC e o PAS, adivinha com o que Lula ficou? Mas ele fez pior: anunciou que a coordenação ficava com Unger já na própria solenidade de lançamento. Marina foi a última a saber. E soube em público, no meio de governadores, sem poder reagir.

Marina, portanto, perdeu tudo. O Ministério do Meio Ambiente perdeu tudo. A discussão sobre quem será o novo ministro não tinha a mínima importância, porque o novo ministro não terá a mínima importância também. Qualquer um que aceitasse já entraria perdendo.

A única preocupação era escolher bem a marca, o símbolo. Daí a decisão pelo secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, que é ligado à área. Mas... a Amazônia não é a sua praia e é aí que mora todo o problema. Por isso, seu nome pode ser insuficiente para amenizar a reação internacional.

É só para inglês ver? Ou é para virar rainha da Inglaterra?

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.



E-mail: elianec@uol.com.br





Quarta-feira, Abril 30, 2008




Miriam Leitão vai ao Pará, mais precisamente ao município de Paragominas. O programa vai mostrar empresários e prefeitos que negociam um pacto para acabar com a destruição da floresta.


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Segundo uma decisão da justiça, o Ibama tem 48 horas para formar uma equipe com cinco funcionários, além de equipamentos e veículos apropriados, para combater o desmatamento no Pará.


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Conama aprova norma sobre poluição por óleo em águas brasil


O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quinta-feira (24/4), durante sua 51ª reunião extraordinária, em Fortaleza, resolução que trata do conteúdo mínimo do Plano de Emergência Individual para incidentes de poluição por óleo ou substâncias nocivas que tenham impacto sobre o meio ambiente em águas sob jurisdição nacional. A resolução atinge portos, instalações portuárias, terminais, dutos, sondas terrestres, plataformas e suas instalações de apoio, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos, entre outros.

De acordo com a técnica especializada da Secretaria de Mudanças Climáticas e Ambiente Urbano do MMA, Lorenza da Silva, essa resolução substitui a de nº 293/2001. "O que ela traz de novo é que amplia as tipologias, os segmentos contemplados pelo plano e traz algumas modificações quanto a gestão como o Plano de Emergência Individual Simplificado", explicou.

O Conama também aprovou moção que solicita ao Supremo Tribunal Federal que julgue com urgência a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ATPF) nº 101, que pede a suspensão definitiva de liminares de importações de pneus usados, para que o Brasil possa cumprir integralmente as determinações do painel da Organização Mundial de Comércio (OMC) e assegurar a eficácia das normas que proíbem a importação de pneus usados.

Na abertura da reunião, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará foi contemplada com a comenda ambientalista Joaquim Feitosa. O prêmio, que está na sua 4ª edição, leva o nome de um ativista cearense que se destacou na defesa da Caatinga.

Nesta sexta-feira (25/4), a partir das 9h, o Conama encerra sua reunião com a realização do painel de debates "Caatinga e Mudanças do Clima: Desafios e Iniciativas". No encontro estarão presentes especialistas em clima como o cientista José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do MMA, Ruy de Góes. Além de autoridades como os secretários do MMA, Egon Krakhecke e Hamilton Pereira, representantes de movimentos sociais, da academia e dos governos federal, estaduais e municipais.

A 51ª reunião extraordinária do Conama está sendo realizada no hotel Vila Galé, em Fortaleza, com o apoio do governo do Estado do Ceará.

Fonte: MMA - Ministério do Meio Ambiente







Sexta-feira, Abril 25, 2008





Água, o novo negócio da China


Para resolver seus graves problemas de tratamento e abastecimento, o país investe 125 bilhões de dólares e cria o maior mercado do mundo nesse setor
Por Tatiana Gianini


"Um camelo pode ficar sem água por 30 dias. Uma economia em desenvolvimento, não." Esse texto faz parte da nova campanha da General Electric na China, feita para a divulgação dos serviços de tratamento e purificação de água que estão sendo realizados pela companhia americana no país. Por uma combinação entre desperdício, falta de planejamento, descaso ambiental e aumento da demanda, a China está no grupo dos países que mais sofrem atualmente com a escassez do recurso. Cerca de 70% de seus rios e lagos estão poluídos e mais da metade das cidades tem problemas de abastecimento. Diante da gravidade da situação, o governo de Pequim decidiu investir no setor 125 bilhões de dólares nos próximos três anos. A quantia, acreditam os representantes do Partido Comunista, deve resolver boa parte das atuais deficiências e deixar a infra-estrutura preparada para suportar o ritmo de crescimento do país. Paralelamente à liberação de recursos oficiais, as autoridades vêm abrindo de forma gradual o setor à participação das companhias estrangeiras. "Nenhum outro lugar do mundo oferece hoje tantas oportunidades para projetos relacionados ao mercado de água", afirma o economista alemão Eric Heymann, analista do DB Research, braço de pesquisas do Deutsche Bank, em Frankfurt, na Alemanha.

A GE é uma das que têm demonstrado grande apetite por esse novo mercado. Com o objetivo de divulgar sua tecnologia de tratamento de água e fazer política de boa vizinhança com o Partido Comunista, a companhia investiu cerca de 80 milhões de dólares para fazer parte do grupo de patrocinadores da próxima Olimpíada. Também como parte de seu envolvimento com os Jogos, colocou outros 500 milhões de dólares em mais de 350 projetos relacionados à infra-estrutura para a competição, em áreas como transporte, segurança, energia, saúde, iluminação e água. Uma das grandes obras do pacote envolve o fornecimento de tecnologia a uma fábrica capaz de reciclar e filtrar mais de 80 000 metros cúbicos de água por dia em Pequim.

Outras multinacionais ligadas ao setor devem disputar espaço no mercado de água com a GE. Uma das pioneiras em investimentos nessa área na China, a Veolia Water, uma divisão da francesa Veolia Environment, possui hoje mais de 20 contratos de operação para distribuição e tratamento em cidades como Changzhou e Chengdu. Um de seus mais novos negócios é o gerenciamento completo de água da cidade de Haikou, capital da ilha de Hainan, ao sul do país, ponto turístico famoso entre os chineses. A Veolia investe 1,5 bilhão de dólares por ano no país, valor que deve aumentar mais de 60% até 2013. Outra companhia francesa com forte atuação no ramo, a Suez Environment, administra atualmente o fornecimento de água a 13,5 milhões de residentes chineses. Ela tem operações importantes como uma concessão de 30 anos, assinada em 2006, para o tratamento de água e esgoto dos mais de 6 milhões de habitantes de Chongqing, na região central do país, cidade que é um dos símbolos do progresso da China. Nos próximos cinco anos, a Suez planeja investir 750 milhões de dólares a fim de capitalizar o negócio local de água e esgoto. Em 2006, o país foi responsável por 6% do faturamento da companhia.

As empresas multinacionais perceberam que a água não é um bem como qualquer outro na China -- ela está cada vez mais rara no país e, portanto, mais valiosa. Os chineses detêm 7% dos recursos hídricos do mundo -- e 21% dos habitantes do planeta. O nível de água per capita é de 2 127 metros cúbicos por ano, ante 45 039 metros cúbicos do Brasil. O problema é ainda mais grave na região norte, que concentra quase metade da população do país e apenas 14% da água. A China sofre também com a falta de uma estrutura de fornecimento adequada, razão pela qual menos de 15% de sua população tem água potável em suas torneiras. Dois terços das 600 maiores cidades chinesas não têm sequer abastecimento regular. Para completar o quadro de problemas, há carência de uma boa rede de serviços de tratamento de resíduos agrícolas, domésticos e industriais, o que contribuiu para a poluição que vem destruindo as fontes limpas.



A dimensão do problema
As razões que transformaram a água num dos principais desafios para a China

Poluição
A falta de uma estrutura adequada de tratamento de esgoto e de resíduos industriais e agrícolas deixou resultados trágicos. Estima-se que mais de 70% dos rios e lagos da China estejam poluídos

Fornecimento inadequado
Mais da metade das cidades chinesas sofre com a falta de água. Na porção rural do país, a situação é ainda pior: só 67% da população tem acesso à água potável, ante 93% da urbana

Desvantagem natural
AChina tem 21% da população do planeta, mas só 7% do estoque de água. O norte do país é o mais desigual: concentra 42% dos chineses e só 14% da água


A SITUAÇÃO DE EMERGENCIA tem sido agravada pelo ritmo de crescimento econômico chinês, que exerce uma pressão enorme sobre a demanda do recurso. De acordo com o centro de estudos de água americano Pacific Institute, o consumo total de água na China aumentou 20% de 1980 a 2005. Mudou também o perfil de utilização. Antes, o setor industrial consumia apenas 7% da água disponível. Hoje, sua participação é de 25%. A demanda é tão grande que as fontes de água já não conseguem mais dar conta do recado. Muitas delas começam a apresentar sinais de esgotamento. É o caso da bacia do rio Hai, um dos três maiores do país, que tem capacidade para fornecer 17,3 bilhões de metros cúbicos de água por ano. As retiradas em 2007, no entanto, chegaram a 26 bilhões de metros cúbicos. Com isso, o Hai corre o risco de secar nos próximos anos.

O governo chinês começou a se preocupar mais seriamente com a questão só nos últimos anos. Em 1988, foi criada no país a Lei Nacional de Água, que estabelece as diretrizes para o uso do recurso, promovendo soluções para problemas nas áreas de gerenciamento, utilização, conservação e proteção das riquezas hídricas do país. Em 2006, o governo aumentou a ênfase no assunto ao lançar seu 11o plano qüinqüenal. Nele, as autoridades clamam pela construção de uma "sociedade que economiza água". "Hoje conseguimos ver que o governo chinês está realmente interessado em resolver a questão da infra-estrutura nesse setor", afirma Eric J. Heikkila, especialista em assuntos da China da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Um projeto grande do governo para reduzir os problemas de abastecimento da região norte pretende desviar mais de 40 bilhões de metros cúbicos de água do sul, a um custo de 62 bilhões de dólares. A obra, que deve ser finalizada em 2050, vai retirar água do rio Yangtze e levá-la ao norte através de mais de 2 500 quilômetros de canais, construídos em três fases. "O governo chinês sabe que há uma crise de água que está atravancando seu desenvolvimento. E seus esforços em tornar o país e sua economia sustentáveis se traduzem em enormes oportunidades de negócios em áreas como tratamento de água e esgoto", diz Jean-Louis Chaussade, presidente da Suez Environment.

O setor não vai necessitar apenas de obras de infra-estrutura. Num prazo curto de tempo, o governo de Pequim precisará rever a política de tarifas. O preço da água é muito baixo no país. Hoje, a média nacional do gasto das famílias com conta de água representa apenas 0,5% de seu orçamento, muito aquém do padrão de 5% sugerido pelo Banco Mundial para países em desenvolvimento. De acordo com muitos especialistas, aumentar as tarifas para o uso do recurso poderia conter o consumo e criar no país uma cultura de conservação e economia. Nacionalmente, o custo do uso de água residencial já subiu 42% de 2000 a 2005, de acordo com uma pesquisa do National Bureau of Statistics. Nas grandes cidades, a alta foi de 300% a 400% entre 2004 e 2006. Mas a conta ainda continua baixa. "Sem dúvida, os preços inferiores são uma das principais razões para o consumo alto, já que as pessoas não reconhecem neles a escassez do recurso. No entanto, é preciso ponderar os efeitos sociais de uma alta nos preços. A maior parte da população do país é de baixa renda", diz Eric Heymann, do DB Research.

Não é apenas a potência chinesa que enfrenta graves problemas relacionados ao uso desse recurso. De acordo com um estudo recente da consultoria Deloitte, só em 2008 mais de 1 bilhão de pessoas do planeta sofrerão com a falta de água limpa. Nas próximas duas décadas, o setor exigirá um investimento global de mais de 1 trilhão de dólares. "A água, assim como o petróleo, está se tornando escassa", afirmou recentemente Henri Proglio, presidente da Veolia Environment. Para muitos especialistas no assunto, a água promete ser para o século 21 o que o petróleo foi para o século 20: a commodity preciosa que determina a riqueza das nações. As novas economias emergentes em países da África e da Ásia são as que mais precisam de investimentos. Na África subsaariana, só 65% dos lares têm acesso à água potável, ante 90% na América Latina.

A questão torna-se mais preocupante quando se observa que faltam recursos à maioria dos governos para investimentos em infra-estrutura nessa área. Mesmo nações desenvolvidas, como os Estados Unidos, não escapam do problema. O país tem um déficit de 11 bilhões de dólares anuais no setor, de acordo com a Sociedade Americana de Engenheiros Civis. Em 2005, último dado disponível, o investimento foi de 850 milhões de dólares, menos de 10% do ideal. É consenso no mundo que a solução para evitar a catástrofe passa pelo aumento da participação da iniciativa privada. Hoje, 10% da população do planeta é servida por empresas privadas do setor hídrico. Essa taxa deve aumentar rapidamente nos próximos anos. No Oriente Médio, por exemplo, a Arábia Saudita começou a liberalizar o setor neste ano. Até 2010, o país pretende entregar metade do negócio de tratamento e distribuição de água à iniciativa privada. Mas, em termos de oportunidade de negócios, não há nada que se compare hoje ao que vem ocorrendo no mercado hídrico da China.






Terça-feira, Abril 22, 2008



22 de abril - Dia da Terra

E la nave va...
André Trigueiro


Atenção, senhores passageiros!

Lamentamos informar que neste momento navegamos pelo universo a bordo de uma nave que vem inspirando cuidados cada vez maiores em todos os passageiros. Tecnicamente estamos à deriva, mas não há motivo para pânico. Ainda é possível restabelecer as condições de vôo, desde que todos colaborem. Os passageiros da primeira classe, principalmente.

A fumaça lançada no ar pelos mais ricos fez a temperatura aumentar 0,6ºC no último século. Neste ritmo, chegaremos ao final deste século com a temperatura aumentando de um a seis graus centígrados. Nosso sistema de refrigeração não é capaz de enfrentar esse aquecimento global. É importante lembrar que a situação do passageiro norte-americano, sentado na primeira fila. Se todos a bordo quiserem imitar os hábitos de consumo dele, não haverá água, alimento e energia para seguir a viagem. E não adianta reclamar, mister George!

Outra coisa: não há água limpa suficiente para todos. Ou evitamos o desperdício, distribuindo melhor o que resta, ou teremos sérios problemas daqui para frente. Lembramos que dividimos espaço com outras formas de vida, que chegaram antes de nós e que estão desaparecendo rapidamente, numa velocidade dez mil vezes maior do que antes de nossa chegada. Cada um de nós, nesta nave, tem uma função, portanto, cada espécie animal ou vegetal extinta produz impactos importantes no equilíbrio da vida.

A distribuição dos passageiros pela nave se dá de forma desigual. Quase metade dos lugares é ocupado por passageiros que sobrevivem com apenas 2 dólares por dia. Pedimos desculpas pelas péssimas condições de viagem desse grupo, mas lembramos que a culpa não é da nave. Estamos equipados com recursos suficientes para que todos façam uma viagem tranqüila, sem agonia ou sofrimento. Se a distribuição dos recursos não se dá de forma satisfatória, o problema é de quem se apossou de muito mais do que precisa, sem prestar atenção para o que acontece em volta.

Registramos com desgosto que 800 mil passageiros encontram-se subnutridos e 24 mil morrem todos os dias por causa da fome. A nave é de paz, mas alguns passageiros, não. Percebemos, constrangidos, que os gastos crescentes com a indústria bélica, seriam mais do que suficientes para resolver o problema da fome. É importante frisar que nossa nave não dispõe de saídas de emergência nem há outra opção para os passageiros a não ser permanecer aqui. De design arrojado e semblante azul, nossa nave foi concebida para ser o mais aconchegante abrigo do universo. Por isso, pedimos a atenção dos senhores para o burburinho que está acontecendo na África do Sul, onde todos os assuntos tratados são urgentes, e de nosso interesse. Agradecemos a boa vontade de todos em discutir o plano de vôo que seguiremos daqui para a frente. Lembramos que a responsabilidade é compartilhada, e que todos contribuímos em maior ou menor grau para o sucesso desta viagem.







Domingo, Abril 20, 2008



Estudo diz que mudanças ambientais causam epidemias de dengue e febre amarela


Pesquisador da PUC-SP mostra que as alterações ambientais e as condições socioeconômicas das áreas tropicais estão relacionadas à epidemia das doenças tropicais


Da redação

Essa é a conclusão da tese de doutorado As Áreas Tropicais Úmidas e as Febres Hemorrágicas Virais - Uma Abordagem Geográfica na Área Ambiental e de Saúde, defendida em 2007 pelo professor do Departamento de Ciências do Ambiente da PUC-SP, Paulo Roberto Moraes.

O estudo afirma que a intensa degradação ambiental provocada pelo homem nesses locais, afeta especialmente as florestas tropicais, portadoras da maior biodiversidade do planeta. A devastação compromete o equilíbrio e a evolução ambiental local.

Esse cenário, no Brasil e no exterior, somado às precárias condições de vida de parte significativa das populações que os habitam, estão favorecendo o reaparecimento e a difusão das chamadas "doenças tropicais", como a febre amarela e a dengue hemorrágica no Brasil.

O autor criou uma ampla tabela sobre as condições socioeconômicas e ambientais dos países de regiões tropicais. A partir dela, estabeleceu um índice das condições e do risco à saúde de populações das regiões mais afetadas pela devastação.


Esse mapeamento inédito no Brasil ajuda a entender o processo de futuras epidemias nessas regiões e colabora para evitar novas ocorrências de proliferação e aparecimento de doenças.

"A riqueza da vida, sua proliferação e o equilíbrio da evolução ecológica são resultantes de um somatório dos elementos naturais. Há uma dependência muito forte entre esses elementos e qualquer alteração em um deles traz conseqüências para a natureza. Quando um deles deixa de cumprir suas funções, o sistema se ressente, permitindo o desenvolvimento de uma nova realidade ambiental que pode ameaçar a existência das espécies", afirma Moraes.

Além de estudar as condições de proliferação e de possível combate das epidemias no Brasil, o estudo chama a atenção para doenças como o Ebola e o Marburg, que provocaram epidemias no continente africano e levaram à morte centenas de pessoas em vários países.

Fonte: Assessoria da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo






Sábado, Abril 19, 2008



Março de 2008 foi o 2º mais quente, diz agência dos EUA


Emissões de CO2 dos EUA crescerão pelo menos 23% até 2025 em relação a 1990

Mês passado só perdeu de março de 2002 em 129 anos de medições; temperaturas altas na Ásia elevaram a média global, diz Noaa


DA REDAÇÃO

O planeta Terra continua com febre. Apesar das nevascas do começo do ano na Europa e na China, o mês de março de 2008 foi o segundo mais quente já registrado no planeta, e o mais quente quando se considera só a temperatura em terra firme, informou ontem a Noaa (agência nacional de atmosfera e oceanos dos EUA).

A agência afirmou que temperaturas altas na maior parte da Ásia puxaram a temperatura terrestre para 4,9 °C, 3,9 °C acima da média do século 20. Em 129 anos de medições, só o mês de março de 2002 foi mais quente que o mês passado.

Embora a Ásia tenha tido neste ano sua maior cobertura de neve em janeiro, o calor em março (fim de inverno no hemisfério Norte) causou um derretimento rápido, e a cobertura de neve naquele mês teve uma mínima recorde.

As temperaturas sobre o oceano foram mais baixas, com março de 2008 sendo apenas o 13º mais quente da história. Houve um enfraquecimento do La Niña, o fenômeno que resfria as águas do oceano Pacífico e abaixa as temperaturas em todo o globo.

O calor ao longo das últimas décadas, com 11 dos 12 anos mais quentes desde o século 19 (quando começaram as medições com termômetros) registrados desde 1990, continua a trazer preocupações com o aquecimento global, causado pelas emissões de gás carbônico (CO2) pela queima de combustíveis fósseis.
E, no que depender do atual governo do país que mais emite gás carbônico, as temperaturas continuarão subindo.

Segundo afirmou também ontem a IEA (Agência Internacional de Energia), as emissões dos Estados Unidos devem crescer mais um quarto até 2025 em relação a 1990, ano adotado pelas Nações Unidas como referência para redução de emissões.

O ano de 2025 foi a data estipulada pelo presidente George W. Bush em anúncio na última quarta-feira para as emissões americanas pararem de crescer. Se Bush não tivesse rejeitado o Protocolo de Kyoto, a partir deste ano as emissões americanas precisariam declinar em relação a 1990.

"Com as políticas atuais, as emissões de gases-estufa dos EUA vão crescer 18% entre 2005 e 2025", disse o economista-chefe da IEA, Fathi Birol. "Se você comparar com os níveis de 1990, serão 38% a mais", afirmou.

Mesmo se todas as medidas anunciadas por Bush - como eficiência energética e biocombustíveis - forem implementadas, o crescimento total em relação a 1990 será de 23%.

O anúncio de Bush foi criticado pelos maiores países emissores do mundo, reunidos em Paris até ontem. Para eles, as medidas são tímidas.







Terça-feira, Abril 08, 2008



Curso do projeto BeMar - Berçários Marinhos, em Tarituba - Paraty, RJ.

"Monitoramento de Ecossistema Marinho"
Período: 19, 20 e 21 de abril.
Responsável: Biólogo Neil A. Monteiro

São Apenas 10 vagas
Valor: R$150,00 (cento e cinquenta reais)

Mais informações com Flávia pelo email
flport@ig.com.br




Quinta-feira, Março 20, 2008








Domingo, Março 16, 2008



Justiça suspende licitação para aluguel de floresta pública


A Justiça Federal determinou na sexta-feira (14) a suspensão da primeira licitação para o aluguel de uma floresta pública no Brasil. A decisão fez o SFB (Serviço Florestal Brasileiro) paralisar o processo de concessão da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, à exploração sustentável de madeira.



Leia mais na Folha On Line - Ambiente


Geleiras derretendo mais rápido do que nunca!


Detalhes em: BBC Brasil.com


Criadouro preservacionista de jacarés-do-papo-amarelo


Detalhes em: Diário do Vale





Quinta-feira, Março 13, 2008



Clique para ler e visualizar a imagem:
A sopa de lixo no Pacífico

Plataforma de sujeira encontrada no oceano e formada sobretudo por resíduos de plástico tem duas vezes o tamanho dos Estados Unidos

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Poluição reduz número e velocidade de espermatozóides, diz estudo
Pesquisadores da Universidade de Pisa analisaram 10 mil homens durante 30 anos e verificaram que houve uma diminuição no número de espermatozóides, principalmente entre os que vivem em grandes centros urbanos e zonas mais poluídas.







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